terça-feira, 25 de agosto de 2009

Outros Crimes Exemplares - O libidinoso

(Imagem: desconheço autoria)

Havia chegado do sepultamento do pai, triste e abalada.
Tudo que necessitava naquele momento era apoio e conforto.
Ele, de fato a confortou, abraçando-a no leito enquanto repousavam. E isso era louvável.
Mas ao fazê-lo, ficou excitado e ela pode sentir o ousado e atrevido volume que lhe tocava as coxas.
Era necessário um pouco mais de respeito num momento de tão grande dor e sofrimento.

Foi sem pensar.
E quando se deu conta, já arremessara contra ele o primeiro objeto ao alcance da mão.
Não teve culpa se o ferro de passar era tão pesado.

Ines Mota

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5 comentários:

Jens disse...

Oi Inês.
O homem foi insensível. Não, talvez seja mais correto dizer que ele foi "sensível" demais, ou, no mínimo, manifestou a sua "sensiblidade" em hora inapropriada. São assim os machos da espécie, uns brutos.
Quanto a mulher, puxa, que temperamento! Aliás, notei que as tuas personagens quando perdem a paciência tem especial predileção por atirar no alvo da sua impaciência o primeiro objeto à mão. Perigo, perigo, hehehe...
***
Brincadeiras à parte, mais um belo e enxuto conto. Você está se aperfeiçoando na arte de narrar histórias com poucas palavras. Muito legal.

Beijo.

Moacy Cirne disse...

Como Jens,
também gostei.
Tanto é que foi parar no Balaio.

Um beijo.

Thiago Leite disse...

Pois é, Jens, Inês costuma se valer do comprimento de seu braço nos momentos de explosão. Ela não deixa suas personagens sem um bocado dela própria...

...a propósito, a partir de hoje, vou me certificar de que o ferro de passar esteja bem longe em momentos assim...

Ines Motta disse...

Obrigada, Jens, Moacy, Thiago por amáveis visitas!
Thiago: Aconselho- a evitar momentos assim. Há substitutos para o ferro.. hehe

Lucas Lima disse...

muito bacana, rsrs, num afirmo que mereceu, nem o contrário, rsrsrs
bons dias