quarta-feira, 31 de dezembro de 2008


ESPERANÇA
(Mário Quintana)

Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenes
Todas as buzinas, todos os reco-recos tocarem
Atira-se e..
"Ó delicioso vôo!!!"
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança..
E em torno dela indagará o povo:
"Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?"
Ela lhes dirá bem devagarinho
(É preciso dizer-lhes tudo de novo..)
Para que não esqueçam:
"O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA.."

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008



El hombre que aprendió a ladrar

Lo cierto es que fueron años de arduo y pragmático aprendizaje con lapsos de desaliento en los que estuvo a punto de desistir. Pero al fin triunfó la perseverancia y Raimundo aprendió a ladrar. No a imitar ladridos, como suelen hacer algunos chistosos o que se creen tales, sino verdaderamente a ladrar. ¿Qué lo había impulsado a ese adiestramiento? Ante sus amigos se autoflagelaba con humor: «La verdad es que ladro por no llorar». Sin embargo, la razón más valedera era su amor casi franciscano hacia sus hermanos perros. Amor es comunicación. ¿Cómo amar entonces sin comunicarse?

Para Raimundo representó un día de gloria cuando su ladrido fue por fin comprendido por Leo su hermano perro, y (algo más extraordinario aún) él comprendió el ladrido de Leo. A partir de ese día Raimundo y Leo se tendían, por lo general en los atardeceres, bajo la glorieta, y dialogaban sobre temas generales. A pesar de su amor por los hermanos perros, Raimundo nunca había imaginado que Leo tuviera una tan sagaz visión del mundo.

Por fin una tarde se animó a preguntarle, en varios sobrios ladridos: «Dime, Leo, con toda franqueza: ¿qué opinas de mi forma de ladrar?». La respuesta de Leo fue escueta y sincera: «Yo diría que lo haces bastante bien, pero tendrás que mejorar. Cuando ladras, todavía se te nota el acento humano».

Mario Benedetti: Cuentos completos,Alfaguara, Madrid, 1996 (pág. 469)




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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Feliz Navidad ...Feliz 2009 !!!


Deseo que el año 2009 sea lleno de dicha, felicidad y amor...y para mi...pájaros!

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008


Tomates verdes fritos
DIREÇÃO: Jon Avnet
ELENCO: Kathy Bates; Mary Stuart Masterson; Marie-Louise Parker; Jessica Tandy; Gailard Sartain; Stan Shaw; Cicely Tyson

Baseado no livro de Fannie Flag, e dirigido com extrema sensibilidade, neste filme, questões como a discriminação racial, a violência doméstica, a liberdade, a terceira idade, e a recuperação da auto-estima, são tratadas sem exageros mas com determinação.
Os atores principais, assim como os coadjuvantes, deixam aqui a marca de uma magnífica interpretação. Duas histórias movidas a sentimento e luta, corridas em épocas diferentes, vão se intercalando à medida que Minnie (Jessica Tandy), em um asilo, ao encontrar com Evelyn (Kathy Bates), que está de passagem, como visita, vai abrindo o livro do passado.
Tomates verdes fritos, (uma receita extremamente simples, mas de dar água na boca), eram servidos a quem freqüentava o Café dirigido por Idgie e Ruth, cujo churrasco se classificava como o melhor das redondezas.

Eu tive o prazer de ver esse filme pela primeira vez há uns 15 anos. Lembro de como me emocionei.... E da vontade danada que ficou de experimentar os tais tomates. Na época não me empenhei em encontrar uma receita.
Algun tempo depois o reví e voltei a me emocionar. O desejo de provar os tomates foi reaceso.
Resolvi, dessa vez, provar a iguaria. Só os tomates. O churrasco eu dispenso. Principalmente o tipo servido na película.
Aqui, a receita. Testada e aprovada... por mim.

TOMATES VERDES FRITOS
INGREDIENTES
- 4 unidade(s) de tomate carmem
- 2 unidade(s) de ovo batido(s)
- 1/2 xícara(s) (chá) de leite
- 1 xícara(s) (chá) de farinha de trigo
- 1/2 xícara(s) (chá) de fubá
- 1/2 xícara(s) (chá) de farinha de rosca
- 2 colher(es) (chá) de sal
- 1/2 colher(es) (chá) de pimenta-do-reino branca

MODO DE PREPARO
Corte os tomates em fatias, na largura de um dedo.
Tire as sementes. Não use as pontas.
Num prato, misture os ovos e o leite.
Em outro prato, misture a farinha de rosca e o fubá, temperando com o sal e a pimenta.
Passe o tomate na farinha de trigo, nos ovos com leite e. finalize na mistura de farinha de rosca com fubá.
Frite um ao lado do outro em óleo quente até dourar.
Polvilhe com queijo ralado. Sirva com molho de maionese à gosto.

Bom apetite!


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sábado, 23 de agosto de 2008

Eureka!!!

No princípio, o Sol era uma imensa nuvem de poeira e gás que foi se contraindo e ao final de 50 milhões de anos virou uma estrela. Sim, o sol é uma estrela, e como tal, está fadado à morte.
A fase de tranquilidade do sol deve durar cerca de 11 bilhões de anos. Como ela se iniciou há 4,5 bilhões de anos, resta a bagatela de aproximadamente 6,5 bilhões de existência estável, atravessando um processo muito lento, onde chegará, segundo os cientistas, à fase das gigantes vermelhas e por fim apagará definitivamente. Antes de chegar a isso ele passará por outras fases, registrando um aumento de temperatura que deverá duplicar ao final da vida.
O período Sossegado da estrela, é determinado pela queima de hidrogênio, no seu interior, que vai se esgotando. Acabando o hidrogênio, acaba a produção de energia, provocando um colapso no seu núcleo, por não suportar o peso das camadas mais externas. Ainda assim ele passará a funcionar novamente, queimando o hidrogênio das camadas subsequentes, próximas ao núcleo. Isso fará com que as camadas mais externas sejam empurradas para fora . O Sol então passará a ter um diâmetro 200 vezes maior do que o atual, com grande luminosidade, avermelhado e, começando um processo de esfriamento. Nessa fase turbulenta, esgotado também o hidrogênio das camadas externas, ele passará a queimar outro componente, o hélio. O fato é que no final dessa fase ele perderá todas as suas camadas externas, e de uma estrela gigante, luminosa e fria , se transformará numa "anã branca", pequenina, porém muito quente. Por fim, quando esgotada a última reserva do combustível hélio, ele voltará a esfriar, transformando-se numa "anã negra".
E da gigantesca estrela não restará nada, além de uma nuvem de cinza invisível no espaço.

Não sei quantas vezes ao longo da minha existência - nada comparável à longevidade do astro- pensei no sol como uma estrela que nasce e morre. Parece absurdo. Não penso nisso e nem pretendia, não fosse por um momento enquanto escovava os dentes um dias desses: Um frasco de protetor solar diante dos meus olhos me fez sorrir enquanto refletia sobre essa realidade.
Estava escrito no rótulo: "protetor solar avançado"- "Previne o envelhecimento solar"- "previne rugas e manchas solares".
Então, se você não marcou absolutamente nada na sua agenda para daqui a 6,5 bilhões de anos, apenas para prestigiar o magnífico espetáculo da derrocada do sol, esqueça! Seu programa corre sérios riscos, porque o produto - garante o fabricante - é eficaz mesmo, se usado de forma adequada.

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sábado, 2 de agosto de 2008

El Poeta y sus tres casas .

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oir la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

Hoje li este poema de Neruda. É o Poema XX, extraído do livro "Veinte poemas de amor y una canción desesperada". Pensei em escrever algo sobre ele. Mas, que aspecto abordar da sua vida intensa, apaixonada e polêmica? O poeta, o amante, o surrealista? O embaixador, o exilado político, o marxista, o revolucionário? Ou o boêmio exótico, o mal humorado e birrento? Talvez o arrogante , vaidoso e egocêntrico, o mesquinho e conquistador barato, ou o oportunista de facetas grotescas? Seria o mito chileno um lobo disfarçado em cordeiro como alguns o consideram?

É fato que o Poeta chileno, um dos mais lidos do mundo, foi uma personalidade notável e destacada chegando a ganhar o Prêmio Nobel de literatura em 1971. Não escapou, porém, do rótulo de medíocre tanto como pessoa como quanto poeta. Não concordo com a segunda assertiva . Não tenho conhecimento de causa e não emito juízo de valor, quanto à primeira, que, confesso, não iria provavelmente ofuscar as suas qualidades poéticas. Prefiro dissociar o hostórico da vida de Neruda da sua produção literária e dos aspectos que as envolvem. (Embora a vida de um escritor possa influenciar sobremaneira a forma como sua obra é apreciada).

Lembrei-me então de suas três casas e resolvi pesquisar sobre elas.

O poeta chileno Pablo Neruda (1906-1973) primava por morar confortavelmente. Mas não era essa a carcterística mais importante. Ele transformou suas três principais casas no seu país natal em verdadeiros santuários do culto à sua complexa personalidade. A visita às sossegadas moradas dele em Isla Negra, em Valparaiso (La Sebastiana) e na capital Santiago (La Chascona), hoje transformadas em museus, é um passeio pelo universo caleidoscópico e controverso do poeta e pela cultura chilena. As construções rfletem aa sua paixão pelo mar, sem nunca ter velejado (era um "marinheiro de boca", como ele mesmo se denominava); a paixão pelas mulheres, mas especialmente por Mathilde Urrutia, a amante que se tornaria a terceira esposa, por quem se declarava um "eterno apaixonado", e com quem viveu o "verdadeiro amor"; o gosto pela leitura, pela arte, pela cultura, pelo lúdico.

"Se trata de que tanto he vivido
que quiero vivir otro tanto.

Nunca me sentí tan sonoro,
nunca he tenido tantos besos.

Ahora, como siempre, es temprano.
Vuela la luz con sus abejas.

Déjenme solo con el día.
Pido permiso para nacer."
Esta é "La chascona". Fica em Santiago. Foi construída pelo escritor para viver o seu romance secreto com Mathilde, que viria então a ser sua mulher.
"La chascona" Significa, na língua indígena quíchua, algo como "A desgrenhada", "A descabelada" e uma homenagem de Neruda , uma alusão os cabelos ruivos de Mathilde, em permanente desalinho .
A casa, impecável, aparece aos poucos durante a caminhada pela estreita Marquez de la Plata, a partir da rua Constitución, no boêmio bairro de Bellavista. Está tudo ali, como se o casal mais apaixonado do Chile fosse receber seus convidados. Bandeiras e placas com seu peixe-símbolo; grades que revelam as ondas do mar, a lua, as montanhas e as iniciais P e M; móveis e objetos pessoais em ordem e a mesa posta para o jantar; cartas, manuscritos, rascunhos; a maquete de sua casa sem escadarias, que jamais foi construída; quadros de Matilde, mapas de navegação e carrancas...
Em 1955, quando Neruda se separou da sua segunda mulher, Delia del Carril, e chegou a morar "oficialmente" em La Chascona com Matilde, que já estava lá havia um ano. Três anos depois, a casa atingiria sua configuração final. Castigada após o golpe de 73, ela também teve de ser restaurada para virar museu e hoje é a sede da Fundação Pablo Neruda e da biblioteca do poeta, com cerca de 28 mil volumes.
Os ecos do romance entre Pablo e Matilde estão por todos os lugares da casa -como no quadro do pintor mexicano Diego Rivera em que o característico perfil de Neruda surge dos cabelos ruivos e revoltos da amante. Na casa, entre livros e objetos de decoração, está também uma réplica da condecoração do prêmio Nobel, recebido por Neruda em 1971.
Um ponto alto é a sala de jantar, construída em formato de navio e repleta de louças e objetos de todos os cantos do mundo. Neruda mandou pintar o muro ao lado dela de azul apenas para ter uma impressão de horizonte enquanto olhava pela janela durante as refeições.

No cimo da colina de Bella Vista em Valparaiso, num o colorido labirinto de moradas, a casa "La Sebastiana" foi comprada por Neruda em 1959 e inaugurada festivamente em 1961. A residência vinha ao encontro do desejo do poeta de ter um endereço na cidade portuária histórica.
Separada por corredores de concreto e corrimões brancos, revela algo muito além de um simples bar para confraternizações amplas. Uma sala circular com grandes janelas de vidro proporcionam vista similar a de um farol à beira do mar, como queria Neruda. Um novo corredor separa a biblioteca, enquanto mais um lance de escadas nos leva a mais um quarto - onde Matilde viveu a partir de 1973, quando Neruda foi embora.
Também a “la Sebastiana” exibe um sem número de objetos que o poeta recolheu ao longo da vida, como as imensas estatuas das proas dos navios, mostrando mais uma vez nas suas casas a paixão pelo mar, aquilo que se pode ver de qualquer ponto dos 5 andares desta casa de Pablo Neruda.
Hoje, além de um museu, abriga um centro cultural e um café. No jardim, uma série de bancos "temáticos" sobre o poeta torna mais agradável o passeio. Dali, tem-se uma privilegiada vista do Pacífico e do porto, que já foi o mais importante do Pacífico Sul.

Sua paixão pelo mar e por tudo que o cercava, o inspirou a construir “Isla Nerga” a mundialmente célebre e mais conhecida das suas três casas.
Isla Negra, na verdade, não é uma ilha, mas o nome de uma pequena vila de pescadores no litoral do Chile, às margens do oceano Pacífico, distante aproximadamente 100 quilômetros de Santiago.
O poeta chegou a Isla Negra em 1939. Buscava refúgio para escrever seu engajado "Canto Geral". Havia apenas uma pequena casa no terreno e Neruda foi aos poucos, edificando a moradia definitiva.
Concluída em 1965, a casa de Isla Negra paga tributo às origens do poeta. Seu formato imita os vagões de um trem, em uma referência ao fato de que seu pai, José del Carmen Reyes Morales, foi ferroviário.
A construção em tudo lembra uma embarcação naval. grandes janelas de vidro, lembram escotilhas que poporcionam vista similar a de um farol à beira do mar, o chão, que range como um convés.Os tetos, baixos e abaulados, faziam-no sentir-se como velejar em alto mar sem ter de viver os verdadeiros perigos que o oceano lhe trazia.
Isla Negra está repleta de objetos de todo o mundo.Cerca de 3.500, espalhados pelos seus diversos cômodos. A casa é, em parte, um repositório da vida de Neruda, encontrando-se ali muitos objetos que o poeta-diplomata, e também grande colecionador, foi reunindo ao longo da sua vida, e onde o mar marca presença constante.São obras de arte, peças de artesanato dos índios mapuches, quadros, gravuras, fotos, mapas, instrumentos de navegação, figuras de proa de barcos, astrolábios, búzios gigantes, baús de corsário, pinturas, mapas, miniaturas de barcos em garrafas. Há esculturas, que guarda carrancas de proa, duas medusas, o grande chefe comanche, a Micaela e La Marinera de la Rosa. Em outra peça, está o "cavalo mais feliz do mundo", boneco que tem três rabos postiços e ganhava presentes de todos os visitantes. No mesmo cômodo, um biombo esconde fotos de mulheres nuas do século 19 -uma senha de que o lugar era apenas para a convivência de homens. Uma última sala, que começou a ser construída em 1973 mas só ficou pronta em 1992, guarda a coleção de conchas de todos os mares do poeta.
É um espaço regido pelo prazer. Parece um cenário, mas é um ambiente aconchegante. Como na poesia de Neruda, o elaborado também é simples. "Em minha casa tive brinquedos pequenos e grandes, sem os quais eu não poderia viver. Edifiquei minha casa como um brinquedo e brinco nela da manhã à noite", dizia.
No quarto do casal, o lado que está virado para o Pacífico, é só vidro, não há madeira do chão ao teto, e Pablo Neruda colocou a cama numa posição, inclinada, para que o Sol, assim que nascesse, incidisse diretamente no leito.
Chegou ao pormenor, de mandar fazer uma peça em madeira, parecendo um prisma triangular com a altura do leito, para colocar entre a cama e a parede, e, deste modo, "travá-la" para que ela não deslizasse da tal posição ideal face ao Sol...
Aqui, Pablo Neruda está sepultado num túmulo, que somente tem à sua frente o Oceano Pacífico, com a forma da proa de um navio, onde inclusive existe um mastro, numa alusão ao importante papel que o mar sempre assumiu para o poeta, estando a seu lado, o grande amor de sua vida, Matilde Urrutia, isto é, juntos na vida, juntos na morte.
Pido silencio
"Ahora me dejen tranquilo.
Ahora se acostumbren sin mí.
Yo voy a cerrar los ojos

Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raices preferidas.

Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.

Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que amé, la caricia
del fuego en el frío silvestre.

En cuarto lugar el verano
redondo como una sandía.

La quinta cosa son tus ojos.
Matilde mía, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tú me sigas mirando.

Amigos, eso es cuanto quiero.
Es casi nada y casi todo.
Ahora si quieren se vayan."

Fontes e fotos :
www.trezentosesessenta.blogspot.com/2007/10/pelas-casas-de-neruda.html
www.mundoportugues.org/content/1/217/chile-pablo-neruda-isla-negra
www.viagem.uol.com.br/ultnot/2008/05/01/ult4466u248.jhtm
www.interney.net/blogs/marmota/2008/02/12/eu_quero_uma_casa_igual_a_do_pablo_nerud/

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

"Satyagraha" ...or "“Resistance is futile" ?

Chamam a atenção pela natureza e diversidade , os crimes investigados pela Polícia Federal no país. Porém, por vezes me chamaram mais a atenção os curiosos e criativos os nomes pelos quais são batizadas as operações.

Parece que a mitologia grega, amiúde, tem servido de fonte de inspiração.

Fico imaginado que a escolha do nome Fênix, para investigar os crimes de fraude contra a previdência Social, não foi mero acaso. Pelas reincidências e a dificuldade de erradicação, o símbolo mais adequado seria mesmo a magnífica ave, que além de possuir uma força fantástica, mesmo depois de morta, após entrar em auto-combustão, possuía a capacidade de renascer das cinzas. Pertinente, tal qual a escolha de “Matusalém” e Zumbi”, para as fraudes ao INSS, por motivos idênticos: Longevidade e resistência ao extermínio. Muito lógico!

E Medusa . O que teria motivado a escolha do nome? Seria pela sua condição de mortalidade conferida por Atena ? Sugeriria o lado negativo do homem e a descoberta do peso contudente da culpa? A cabeça de medusa, depois de decapitada por Teseu foi afixado no centro da égide do escudo de Atena. Tal atitude supostamente a protegeria de todos os inimigos, de todos os males. Poderia ser essa a explicação mais plausível para o nome da operação que combateria a compra e venda ilegal de moeda estrangeira no país?

Bastante sugestivas são as Operações “Navalha” (Quem sabe uma alusão ao filme "Navalha na carne" e a idéia de se extirpar o mal pela raiz.), "Cavalo de Tróia" (Descobrir que seu saldo bancário foi surrupiado por hackers, é mesmo um presente de grego) : "Vampiro" ( Licitações de hemoderivados, também são fraudadas, sim senhor!) . Agora, se alguém souber o que significa "Ocrim Esa" , por favor me avise.

O nosso Estado também foi contemplado com a Operação “Terra do Sol” - o óbvio ululante!! - onde Natal/RN, foi a capital do nordeste escolhida para Coordenar o combate ao tráfico de drogas na conexão norte/nordeste do Brasil.

Confesso que havia esquecido completamente da origem do termo “grileiro” e redescobri ao pesquisar a Operação “Kaiapó”, que combateu grilagem, a extração ilegal de madeira e o garimpo nessa área indigena. O termo grileiro é usado para nomear quem falsifica documentos para de forma ilegal tornar-se dono das terras desocupadas (terras públicas) ou de terceiros.

A grilagem é quando se compra várias propriedades, uma do lado da outra, como se fosse um grande loteamento. Porém, na verdade estas várias propriedades unidas formam um grande latifúndio.

Para isso, falsificam documentos de uma forma bastante curiosa: colocando-os numa caixa com grilos, para que, roídos e sujos, fiquem com aparência de antigos. Dizem que há outras formas mais modernas, entre elas o uso do forno microondas, para dar uma tostadinha nos documentos...

Entretanto, nenhuma me chamou mais a atenção do que a Operação Satiagraha. Achei o nome bonito, charmoso. Não sabia do que se tratava.Ao pesquisar, descobri, que assim como eu, muitas pessoas também ficaram curiosas com o termo: Satiagraha significa firmeza da verdade. Termo criado por Mahatma Gandhi na campanha pela independência da Índia. A Resistência Pacífica à serviço da Ética e da Verdade Moral. desenvlvida durante a revolta à ocupação britânica. em sânscrito, Satya = verdade e Agraha = firmeza . E para os indianos é o significado do princípio da não agressão ou protesto pacífico em busca da verdade. Satiagraha é também definido como “caminho da verdade”.

A Operação Satiagraha, foi deflagrada pela Polícia Federal em 8 de julho de 2008 contra grupo de pessoas que supostamente praticava crimes financeiros.

Aqui, algumas das Operações da PF e do que elas se incubiam:



-Cavalo de tróia- crimes pela internet, contra bancos e clientes

-Têmis, Hurricane:
venda de sentenças judiciais favoráveis aos jogos ilegais

-Sucurí: crimes praticados por servidores públicos federais em Foz do Iguaçu

-Anaconda:
venda de sentenças judiciais

-Águia e Planador: tráfico internacional de drogas

-Zaqueu: corrupção nas delegacias do trabalho

-Isaías: Extração ilegal de madeira

-Matusalém e Zumbi: fraudes no INSS

-Lince: extração ilegal de diamantes

-Lince 2:
adulteração de combustíveis e roubo de carga

-Farol da Colina: remessa ilegal de dinheiro para o exterior

-Sucuri e Trânsito livre: facilitação de contrabando

-Pandora: extorsão à empresários

-Medusa-compra e venda ilegal de moeda estrangeira

-Hidra: combate ao contrabando

-Fênix: fraude à previdência Social

-Vampiro: fraude em licitação de hemoderivados

-Sanguessuga:compra superfaturada de ambulâncias, com
dinheiro público

-Kayapó:grilagem e extração ilegal de madeira e garimpo na Terra Indígena Kaiapó.

-Navalha e Orcrim Esa:desvio de recursos públicos federais

-Loki: Operações financeiras fraudulentas no Paraná.

-Terra do Sol: tráfico de drogas entre estados do norte e nordeste.Operação coordenada em Natal-RN


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sexta-feira, 4 de julho de 2008

O equívoco das cotas.

A Comissão de Educação do Senado, aprovou no dia 02 do corrente, Projeto polêmico de autoria da Senadora Ideli Salvati (PT/SC).
Pela proposta, alunos egressos de Escolas Públicas, preferencialmente os que se declararem índios, pardos e negros, podem ter 50% das vagas nas Universidades Públicas e Escolas Técnicas e Profissionalizantes.
Os alunos devem ter cursado integralmente o ensino fundamental nas escolas públicas. Além disso, dentro da cota, devem ser incluídas vagas específicas para negros, pardos e índios de forma proporcional à população do estado onde fica a instituição, além de pessoas com deficiência, independentemente de virem do ensino público.
O sistema de cotas, é um equívoco. Longe de ser uma política afirmativa,acentua e reproduz novas desigualdades.É um viés discriminatório, onde o Estado, ao usar o critério da cor ou "raça", considera uns mais inteligentes do que outros.
Ao invés de política "compensatória" das cotas, defendo investimentos mais significativos do Estado para as escolas públicas, a fim de que possam oferecer um ensino básico capaz de proporcionar a todos- pretos, brancos, pardos, índios ou deficientes , condições de competir com os alunos da escola paga.

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terça-feira, 1 de julho de 2008

Arrochando o nó do cabresto.

Na última quarta-feira, o Presidente Lula anunciou um reajuste de 8% nos valores do Programa Bolsa Família.
O aumento implicará gastos extras na ordem de 400 milhões para o governo.
Ele rebateu com veemência as críticas de que o reajuste tenha caráter "eleitoreiro" pelo fato de haver sido concedido em ano eleitoral e de começar a vigorar antes das eleições municipais, a partir de hoje, 1° de julho.
É inegável, que programas sociais como O Bolsa família, funcionam como paliativos, e geram dependência. Mas, claro, rendem votos. Muitos votos! E o governo não abre mão dessa máquina. Os beneficiários temem perder a quantia mensal que embolsam sem esforço. Assim, acabam votando em quem as fornece. Isso, mantém o statu quo, onde ambos tiram proveito . Uma relação harmoniosa e perfeita, um mutualismo, um acordo que nenhum dos indivíduos da cadeia tenciona quebrar.
Embora, o investimento talvez fosse mais proveitoso, mesmo com efeito a longo prazo, se aplicado no incremento da economia; na geração de empregos; na educação de qualidade. Quem sabe assim, as crianças de hoje não se transformariam nas "beneficiárias" do futuro.
Se na visão do governo, era uma medida realmente necessária, devido o aumento do custo de vida, como alegado, bem que ela poderia ter sido adotada no final do ano passado.
Para mim, atitudes como esta e tantas outras, como obras e verbas liberadas para políticos aliados em véspera de eleição, se configuram sim, descaradamente, na compra de voto, por mais refutadas que sejam.



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segunda-feira, 30 de junho de 2008

A escolha deles... e a minha!

Estou deixando a minha revista. Quer dizer, estou cancelando a assinatura de minha revista semanal, que seria renovada no próximo mês. Mandei um e-mail dando ciência ao Serviço de Atendimento ao Consumidor e recebi um outro de volta, solicitando entre outros dados, o devido esclarecimento sobre os motivos da minha atitude. Na hora, achei melhor dizer pra eles que estou em contenção de despesas. O que é a mais pura verdade. (Muitos brasileiros andam adotando ações profiláticas e de emergência tentando driblar a quase esquecida inflação que ora volta a assustar com toda a força).
Mas depois me arrependi. Eu poderia ter falado com todas as letras, o real motivo da minha decisão: É a revista. Ela está uma droga!
Ela já vinha torrando a minha paciência há algum tempo. Amiúde, eu me perguntava: porque estou lendo isso? E não estou nem considerando como agravante a sua incontestável linha editorial tendenciosa, porque provavelmente todas elas o são, em maior ou menor grau. Só para ilustrar um pouco: Algumas entrevistas nas Páginas Amarelas . Como a revista pode ocupar um espaço tão nobre como aquele para estampar certas inutilidades que por lá figuraram ?
Dentre outras coisas, fiquei indignada, com um artigo sobre a separação de um famoso ex-jogador de futebol , com a forma irresponsável de como o assunto foi abordado pela revista.
Vale citar ainda as "mini-entrevistas" preconceituosas e de profundo mau gosto, na coluna "Holofote", que expõe pessoas ao rídiculo com perguntas idiotas.
Mas o que mais pesou nessa decisão, foi a reportagem de capa, sob o título: “A Escolha de Ronaldo – O “Fenômeno” podia ser um Pelé, mas de escândalo em escândalo sua imagem se desfaz como a de Maradona”. Ronaldo é, inegavelmente, uma personalidade pública. Talvez umas das pessoas mais conhecidas do mundo. Mas, as trapalhadas dele numa noite de farra, depois de um suposto desentendimento com a noiva, merecia mesmo a reportagem de capa, com cinco páginas sobre o assunto? O leitor estaria realmente interessado nisso?
Para mim, pouco importa o extenso elenco de namoradas famosas que o ídolo já teve ( A revista faz uma “profunda” análise sobre as causas dos fracassos das relações amorosas do jogador); não estou absolutamente preocupada com especulações acerca das reais preferências sexuais dele; ou com a sua espetacular trajetória profissional; ou com o fabuloso patrimônio daí advindo. Muito menos se freqüenta casas de prostituição, se bebe muito e se está com excesso de peso.
A reportagem, em toda sua extensão é repleta de piadinhas de humor deslocado e sem graça :“ (...) A imagem de Ronaldo descabelado e destruído, ao lado de travestis em uma delegacia carioca, rodou o mundo. No Brasil virou a piada da semana”. Putz!! Qual é mesmo a graça disso tudo? Isso é, afinal, motivo de piada?
O “Fenômeno” podia ser um Pelé”. Mas em que aspecto? Como jogador, embora com meus parcos conhecimentos no assunto, diria que Ronaldo não ficou nada a dever. E Pelé , com a atitude indigna e repugnante no processo de reconhecimento de paternidade de uma filha, não é exatamente o modelo ético mais apropriado a ser seguido.
Mas na opinião da revista, O Ronaldo bem que poderia se inspirar no Kaká. Ah, o Kaká por que não? A revista diz: “(...) o jogador de Futebol Kaká, é o que Ronaldo vem deixando de ser : Atleta consagrado, modelo de bom moço e garoto-propaganda perfeito” e “ele jura que se casou virgem”!!!...
Fica assim combinado, então: O Ronaldo pode seguir o exemplo que quiser. Ou não seguir nenhum. Poder ser quem quiser ser. Inclusive ele mesmo. Cheio de imaturidades e defeitos, como todo mundo, mas, ele mesmo.! Porque ele tem o direito de conduzir a vida particular da forma que mais achar conveniente.
A revista em tela, pode e talvez continue com sua linha editorial, com seu estilo jornalístico equivocado.
E quanto a mim, também faço escolhas: Recuso-me a aceitar o desfavor , o supra- sumo do anti -jornalismo imbecil. Pretendo daqui por diante, selecionar com mais cuidado, as minhas fontes de informação.
Hasta la Vista!!

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quarta-feira, 5 de março de 2008

O sertão virou mar... um mar de verde!!

Ontem, visitei o Seridó. Fui a Caicó. Uma visita rápida. Observei uma mudança na região, a partir de Currais Novos, em relação à paisagem de pouco mais de 20 dias atrás, a última vez em que estive lá.
Parece milagre: A caatinga cinzenta, se transforma num verde exuberante, onde os arbustos e árvores, agora emergem de um tapete igualmente verde, que recobre todo o marrom avermelhado do solo, a cor predominante por muitos meses do ano.
De fato, na caatinga, a mata branca (que é um bioma único no mundo e exclusivamente brasileiro) as plantas xerófilas, possuem mecanismo que se adaptam bem ao semi-árido: suas raízes são profundas, o que facilita a busca de umidade; são recobertas por uma camada de cera que retém líquidos e as folhas pequenas, são finas e por vezes reduzem-se a espinhos. Durante o período de seca, maior parte dessa vegetação, com espécie de plantas caducifólias, perde a folhagem, evitando assim um nível maior de perda de água pelo mecanismo da respiração. Há ainda as cactáceas, de folhas atrofiadas e caules grossos que resistem à seca armazenando grande quantidade de água em sua estrutura peculiar.

Assim, basta que caiam umas poucas chuvas na região, para que tudo se transforme rapidamente e o que era seco e aparentemente sem vida, volta a ser verdejante. Novamente, brotam as folhas nos galhos ressequidos e o Sertão ganha nova pintura.
À tardinha, com um tempo mais ameno, viajo de volta a Natal. Da janela do ônibus, os meus olhos, agora desacostumados às imagens, (há um ano, tão comuns e normais), passam a perceber detalhes. Vejo a paisagem próxima ao açude Itans, ora com um nível de água bastante reduzido, devido a baixa precipitação pluviométrica nos últimos anos e pela intensa evaporação. Em alguns trechos, pode-se ver as pedras do leito. Nos locais mais rasos, a água forma vários braços de nesgas alongadas que parecem se agarrar a terra, num gesto desesperado para impedir a intensa evaporação e infiltração.

Aos poucos, esses pedaços de água vão sumindo e só a caatinga é alvo de minha observação. Em alguns pontos, há uma enorme devastação da cobertura vegetal. E os espaçamentos são muito grandes entre um arbusto e outro. Ainda há a pratica de derrubada da vegetação com fins de obter-se o carvão vegetal e para alimentar as olarias. Até quando?? Mas logo abandono esse pensamento quando começam a passar velozmente diante de mim, as cercas de pedra. São construções feitas com pedras simetricamente arranjadas. Provavelmente, algumas, construídas por mão de obra advinda das Frentes de Emergência, quando das grandes estiagens. Umas verdadeiras obras- de-arte. quilômetros e quilômetros delas, que me levam a questionar , que mãos as construíram, o que será que resguardam e para que serve tanta terra aparentemente abandonada ... as cercas de pedra são bonitas e resistentes. Elas, dispensam o uso de madeira e impedem o carreamento do solo, ajudando assim na sua preservação. É visível o mal estado de conservação delas e há vários pontos onde desabaram deixando assim enormes buracos. Provavelmente, em alguns anos, essas cercas deixarão de existir. Darão lugar à construções mais modernas, como a cerca invisível... ?

A alusão às cercas, é meramente do ponto de vista contemplativo, artístico e estético... No momento não me detenho em outro tipo de análise... Mas o sumiço delas, pelo menos do meu campo de visão não demorou... o Ônibus tomou outra direção e enveredou pelas curvas da estrada que leva a Jardim do Seridó e rapidamente tudo foi ficando para trás.
Agora já estava escuro e começou a cair uma chuvinha fina, que aos poucos foi aumentando de intensidade.
Eu havia sentido a falta dos trovões... e eles ecoam, ainda que abafados pelo barulho do motor... De vez em quando eu podia ver as bonitas serras, a cada relâmpago que iluminava o céu.



Fotos: Internet

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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Sonhos- Akira Kurosawa

Sonhos-Kurosawa

Uma coleção de sonhos íntimos do diretor Akira Kurosawa num esplendor de imagens e gestos. Aqui o egoísmo humano, as vertentes de estados imaginativos, o terror do apocalipse são discutidos de forma genial, todas submersas em epífises gráficas de tirar o chapéu.

São oito episódios, alguns sobre as experiências vividas pelos japoneses após a 2a Guerra Mundial, como O Túnel.O trauma das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, por exemplo, é nítido nos episódios O Demônio Chorão e Monte Fuji em Vermelho.Este último, apesar de tratar de um assunto pesado, tem belas imagens formadas pelas nuvens de radioatividade coloridas (O Amarelo do Estrônio 90, o violeta do Césio 137 e o vermelho do Plutônio 239).O fascínio do diretor pelo pintor Vincent Van Gogh também está presente. É retratado em Corvos, no qual um homem, ao admirar um quadro do artista, é levado para dentro da obra.Além de passear pelas pinturas do ídolo ao som da 9a sinfonia de Beethoven, recebe uma lição de pintura do holandês: só é capaz de pintar aquele se envolve com a natureza, que a admira e segue a beleza que ela tem a oferecer.Outro capítulo marcante é Pomar de Pêssegos.Levado por uma estranha força ao local onde ficava o pomar de pêssegos de sua família, um garoto encontra o imperador japonês e seus súditos numa espécie de morro cortado em patamares - o que remete à tradicional hierarquia japonesa. Eles estão preparados para dançar e celebrar "O Dia da Boneca", ou seja, o florescimento dos pessegueiros, pois os bonecos representam os espíritos das árvores. Porém todas foram cortadas e não há mais o que celebrar. Acusado de egoísta pelo imperador, o garoto puro chora a morte das árvores. Como prova de comoção eles dançam uma calma e sincronizada dança. Nesse momento começa a chover pétalas de flores de pêssego e no local em que estavam as pessoas surgem lindas árvores floridas.



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