Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Síndrome

Imagem: Leonid Afremov



Eu tenho dois filhos.
Eu sinto tanta saudade dos meus filhos.
Sempre senti saudade deles. Desde que nasceram.
Senti saudade quando eram pequeninos e os deixei para trabalhar.
Senti saudade quando eles passavam mais tempo na escola do que em casa.
Quando eles deixaram de ser filhos para se tornar adolescentes que não querem ter mãe, eu tive uma imensa saudade deles.
Quando eles voltaram a ser filhos senti ainda mais saudade. Tornam-se tão independentes e distantes.
Eu tenho dois filhos. E uma saudade muito grande.
Sinto enorme saudade de minha filha. Ela está perto demais. A proximidade impede de nos enxergarmos.
E sinto muita saudade do meu filho. Está tão longe que também não posso vê-lo.
Eu sempre vou sentir saudades dos meus filhos.
Eu tenho dois filhos.
E um ninho meio vazio.




Share/Save/Bookmark

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chove Chuva! - A Jorge Ben Jor.

Sou fã do Jorge Ben Jor.
Acho a sua voz, divina, suave.
E quando o ouço, sinto uma saudade boa não sei de quê.
Agora, chove. Curto.
Deitada, no meu quarto, fiz este poeminha despretensioso.

Saudade - A jorge Ben Jor
A cortina na janela
filtra a memória:
A melancólica nota da goteira
fustiga a bacia de zinco
O silvo afinado do vento
escapa apressado
pela fresta da porta
O pranto da lenha verde
a arder sob a chama do fogão
A aquarela da colcha de taco
esfumaça seus tons nos meus
sonhos.
Ouço a música difusa
etérea
Saudade é a voz de Jorge Ben Jor.


Share/Save/Bookmark

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Neto: todo mundo deveria ter um.

Faz apenas oito dias que Paulinho está viajando e já me bateu uma saudade danada do moleque. Às vezes até escuto sua tagarelice pela casa, perguntando se o almoço já tá pronto, pedindo os brinquedos ou reclamando que o audio do filme não está em português.





Sinto falta do seu “Boa noite vovozinha velhinha porquinha”, uma alusão à história dos três porquinhos que sempre conto pra ele - cada dia numa versão diferente , onde os personagens são todos amigos, o lobo é do bem e ajuda na construção da casa - e do jeito que ele se encolhe todo, já esperando o beijo debaixo da axila como punição pelo “porquinha” , ou quando retruca todo chateado que não é mais bebê.




Para minha alegria, em dois dias ele deve estar de volta. Talvez me chame para ir à praia logo que acordar no dia seguinte, porque é louco pelo mar, assim como a avó. Adora fazer castelos na areia e se divertir com os "caldos" que as ondas dão em nós dois.





Provavelmente vai vestir sua roupa de Batman, fazer as mais variadas performances diante do espelho. Quando eu pedir um beijo, vai responder, encarnando o personagem: “Vovó, o Batman não beija", ou "O Batman não toma gagau”, recusando um copo de leite. E eu vou me divertir, tentando confundí-lo, dizendo: "Batman, você pode brincar um pouco com Paulinho na sala?” e ele me olhar com a cara mais engraçada do mundo, um sorrisinho maroto entre surpreso e divertido, como se pensasse: Será que vovó não sabe que eu e o Batman, somos a mesma pessoa?







Não sei se vou conter o riso quando na rua, ele indagar eufórico “mainha, o homem disse 'porra', posso dizer também, mainha?”,com a maior cara de felicidade do mundo, diante da possibilidade de ele também poder proferir o palavrão e em seguida, após rápida conferida na expressão desaprovadora da mãe, resignado, concluir: "Mas 'caramba!', pode!!"







Cuidar de neto dá trabalho? Dá sim. Claro! Requer muitos cuidados, atenções e tempo. Mas é algo maravilhoso. Gratificante. Preenche nossas vidas... Uma alegria indescritível.

É realmente como se costuma dizer: filho duas vezes.

Todo mundo deveria ter um.




















Share/Save/Bookmark